segunda-feira, 27 de setembro de 2010


Corpo pesado, pensamentos aéreos, sentimentos transparecendo, meus neurônios parecem estar inchados, mente turbulenta. A chuva cai la fora, eu sinto os pingos aqui dentro. Você me estranha, eu me estranho, eles me estranham. Eu estranho eles... eles se estranham.
Tudo parece colorido demais para minhas pupilas levemente dilatadas, colorido demais para uma noite fria e solitária.
Eu sinto a breve mudança, ele ainda está incluído nela, não só nela. Futuro. Tempo.
O tempo às vezes me assusta, nunca parece o bastante, às vezes passa muito lento, ou demora um pouco menos do que o mais que eu esperava, mas nem sempre é assim.
Você poderia me pedir um tempo, não seria capaz de te negar. Eu mesma levei muito tempo para descobrir o descoberto. Mas eu não quero te perder, me perderia te perdendo, me perderia para te encontrar.

Um comentário:

Laura Olivatto disse...

Linguagem bem lírica e emocionante Ju
Adoro essas suas descrições não-descritivas de nós mesmos tentando nos encontrar onde não podemos ser achados.
ahuahauahauhaau